
"[...] Rui Zink, escritor mais experiente, diz que é um mito que os escritores sejam prima-donas e se incomodem quando os editores lhes fazem sugestões: «Acontece que, para o autor, o seu livro tem um valor afectivo que não tem para mais ninguém - e um editor que não entende isso ou ridiculariza isso devia mudar de profissão.» Ou seja: «Um editor que lhe diz «amo tanto o teu livro como tu o amas» está a mentir.» Ana Maria Pereirinha acrescenta que os «escritores são especiais» e os editores, afinal, «têm de saber gerir as suas sensibilidades, têm de saber compreender aquele material humano» [...]"
"[...] Rui Zink diz que a relação entre editores e autores mudou «a partir do momento em que a alta finança descobriu que há dinheiro a ganhar no livro». Por isso, Zink acrescenta: «Não aconselho nenhum jovem escritor a ser profissional, a ser escritor full-time. A única forma de escapar é conseguir ter a liberdade para não estar sempre dependente do mercado. Um escritor "profissional" arrisca-se a estar sempre a sorrir e a não poder dizer uma bojarda quando lhe apetece.» "
in http://www.publico.pt/
E vocês o que acham?
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